domingo, 24 de setembro de 2017

Nunca fiz um poema

Não sou eu que estou a escrever,
 São as minhas mãos a plagiar,
 O som das ondas a bater,
E a sua boca a espumar.
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Minhas mãos, anjos dos meus tormentos,
Quando minha alma está omissiva,
Elas roubam dos meus pensamentos,
Minha poesia que está cativa.
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Presa entre nós na garganta,
Doendo por entre as costelas,
Minhas mãos são de uma santa,
Mas os poemas, são todos dela.
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Nunca na vida um poema fiz,
Revelo agora o meu segredo,
Fora a santa que sempre quis,
Usar o milagre do meu dedo.
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Cristina Ivens Duarte-24/09/2017





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